Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
Piu
Quarta-feira, 12 Jun, 2013
 

Quanto mais leio as notícias menos me apetece escrever sobre elas. Tenho dito. E não fora este desabafo sair-me tão natural que decerto os meus dedos se recusavam a bater teclas a esta hora só para vos dar o recado, por mais prazer que a coisa dê depois de feita, quase como o sexo, que dizem chegar a um ponto da existência em que o prazer que dá não justifica o esforço dispendido para lá chegar, para não falar na posição, que pode ser bastante incómoda se nos concentrarmos na própria e não no propósito da coisa em si... enfim, tudo isto dizem, claro, e seja como fôr o sexo continua imbatível como actividade lúdica e inigualável na relação preço/qualidade, digo eu. Não, não é que saia barato, longe disso, a vida é que está muito cara, queria eu dizer. Mas adiante, afinal tudo o que eu tinha para dizer era mesmo apenas o que já disse, ou seja: que nada tenho a dizer. Por isso pronto, está dito e redito.

 

Escusam assim de me vir falar da nova maldade do Gaspar, dos últimos passos do Coelho, da próxima manifestação de indignados, do novo total de desempregados, da última fraude nas farmácias ou do próximo aumento de impostos que tudo isso é nada mais que Portugal no dia-a-dia, meros detalhes de uma normalidade já comentada por baixo e por cima e pela direita e pela esquerda e por todos os lados  -  o da asneira não só incluído como imbuído de natural e previsível destaque. Perante isto que posso eu dizer, o que esperam que vos diga quando a natureza humana pouco muda a marca que deixa em cada acontecimento a que se dedica? Comentar os pormenores, repetindo o óbvio? Papaguear definições, trinar enciclopédias? Pfff, não, obrigado. Ando de birra com o disparate dos outros, explica em demasia o meu próprio, mesmo ajustado à escala. Não, não tenho nada a dizer e acabou-se. Ou me provam que Cavaco Silva foi apanhado em flagrante tráfico de bolos secos e alcagoitas para o Afeganistão ou então não há conversa para ninguém, nem mais um pio, sequer, sobre esta triste actualidade que é a nossa. A verdade é que não sei que diga por isso não digo, nada, zero, zip, nestum. É esta a situação, lamento informar. E tem mais, mesmo que o Presidente seja apanhado com a mão na alcagoita, por assim dizer, eu cá quero primeiro saber quem foi o agente infiltrado que o denunciou à Justiça. E só, mas só mesmo depois de ficar provado e bem provado que foi D.Maria, imaginem, quem diria, D.Maria a operacional infiltrada envolvida na detenção... só mesmo nessa circunstância me arrancarão uma opiniãozita, talvez mesmo uma opiniãozorra nesse e só nesse caso em particular. Porque por menos do que isso já disse, leiam lá atrás que ficou escrito, não vou dizer outra vez.

 

Não me arrancam um pio.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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