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Sete Vidas Como os gatos

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Sete Vidas Como os gatos

20
Set08

O Gato das Sete Vidas faz um ano

Rui Vasco Neto

Somos colegas de profissão e fomos colegas de estação, na TVI, ele na redacção e eu, curiosamente, vivendo a única experiência que fiz na apresentação de entretenimento, em 28 anos de jornalismo. Para mim é das vozes mais fiáveis, na área da Saúde, onde escava informação há um ror de tempo (com trabalhos verdadeiramente notáveis n'O Independente', ainda antes da TVI), bichinho álacre e sedento, num perpétuo movimento. Convidei-o para se juntar à exposição de aniversário do 7Vidas, pois claro, a comissão de festas de Carimbais de Cima teria feito igual, tenho a certeza. Saiu-lhe o texto antes mesmo da resposta, que veio a seguir: «Não é preguiça, essa saudável parideira de virtudes, ou desapreço pelo retratado. Ainda ponderei escrever outro texto mas, por incrível que possa parecer-te, convenci-me de que não sairia tão próximo do que penso como o primeiro». Por mim está tudo bem, isto é assim mesmo, houve um senhor que trouxe um bolo de ananás e eu fiquei feliz na mesma. A questão não é essa. Mas tinha mesmo que lhe dar para os retratos, pergunto eu?

 

Em baixo: "O Gato das Sete Vidas faz um ano"

Sete vidas mais uma: Carlos Enes

 

Para o escravizado mordomo de um cão com blog era irresistível tornar-me assíduo do gato. O Petra faz que não gosta, como lhe compete, por isso visito-o às escondidas. A melhor hora é a terceira da madrugada, com o copo de plástico do último bombay da esplanada do miradouro a verter para o teclado. É como entrar numa casa de fado e gostar da música.

O gato é um escritor de canções. Letras longas, feridas fundas, densidade, lucidez e estilo. Uma incarnação improvável de Bruce Springsteen, Tom Waits, Albert Ayler, Chico Buarque e David Byrne. Ele que me desculpe, mas não consegui meter aqui a Mayra Andrade. Estou a sério e julgo ter encontrado a precisão jornalística.


Vi o gato uma vez na vida, na noite de Lisboa. Não me recordo do assunto, mas sei que nos entendemos. Não tem tanto a ver com estar de acordo como com estar-se acordado numa corda de trapézio a que se chama vida. Ele tem sete, por isso salta melhor e mais vezes. Fortuna dele, pequeno prazer de quem o visita, azar de quem o atiça.

 

Carlos Enes

(blogger do 'Fragmentos do Apocalipse')

 

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