A amizade
A acreditar no próprio, 'Confúcio Costa terá, ao que tudo parece indicar, nascido'. As suas 'Intermitências da Corte' são um mundo de reflexão dado à estampa em conclusões de truz. Nesta aguarela de autores, que por este mês se juntam aqui no 7Vidas com o fraco pretexto de um aniversário, Confúcio, o Costa, é mais uma tonalidade inconfundível e imprescindível ao retrato de grupo, neste Setembro em festa que vai ficar para a blogoposteridade. Em nada deslustra o resto da pandilha que por estes dias me traz blogofeliz. Aliás (mais uma vez a acreditar no próprio) somos até semelhantes, eu e ele: “Somos, de facto, muito iguais. Ambos temos a certeza, inabalável, de que somos únicos.” É assim o meu convidado de hoje.
Em baixo: "A amizade"
Sete vidas mais uma: Confúcio Costa
A amizade pode ter muitas faces. Mas tem, sobretudo, a face que não se vê. A face de estar – sem necessitar de estar; de sentir – sem necessitar de tocar.
De gostar – sem necessidade de importunar.
A amizade pode ser muitas coisas: um abraço, um carinho, uma palmada nas costas, um berro, um conselho. E letras. Sim: a amizade pode ser letras. Só isso: letras. Umas atrás das outras. E, no entanto, todas à frente. De nós, claro. E dos outros também.
A amizade pode ser – e é – muitas coisas. Mas não é, com toda a certeza, deixar de responder o mais simnoro dos sim’s (ou: em inglês, dos sin’s – sem ponta de pecado) quando nos é pedido que o sejamos: amigos.
E oferecer a amizade é oferecer aquilo que a amizade é – aquilo de onde ela nasceu, cresceu e se reproduziu (em parágrafos de diálogo por dialogar). Sim:
É um ano – sim. Mas já parecem muitos. Porque os anos, entre amigos, não se contam
Confúcio Costa
(Blogger do 'Intermitências da Corte')
