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Sete Vidas Como os gatos

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Sete Vidas Como os gatos

07
Jul11

Confissões de uma pila doida

Rui Vasco Neto

É mais uma estória de doença e bizarria, se quisermos ver assim. Porque no facto é tão somente mais um crime, é certo que particularmente repulsivo na intenção canalha mas depois estupidamente desastrado na execução e no final apenas porco. Falo deste episódio, noticiado naturalmente pelo Correio da Manhã que nos conta a triste história de Marco M., 29 anos, um predador sexual que atacava em cemitérios e que anteontem foi finalmente detido pela PJ de Vila Real em Sande, Lamego, onde residia.

É sabido que Marco atacava pelo menos desde Abril de 2009, data da primeira queixa apresentada e a que se seguiram mais quatro, a última das quais em Março deste ano. Todos os dados apurados são extremamente parecidos no relato da execução demente. Uma das vítimas, uma senhora de 70 anos de idade que visitava o cemitério de Corvelinhos, em Peso da Régua, conta o que aconteceu quando lhe surgiu pela frente aquele rapaz nu da cintura para baixo e de sexo erecto vindo na sua direcção. «Estive a arranjar a campa do meu filho e quando ia a sair vi aquele rapaz. Atirou-me ao chão, tentou tocar-me mas magoou-se e consegui fugir nesse instante». Sabe-se agora, pela confissão do próprio, que Marco terá ficado para trás a masturbar-se como de resto fez em todos os outros ataques, cinco tentativas de violação e nenhuma consumada. Em todas actuou de modo igual, meio nu da cintura para baixo e meio louco da cintura para cima. Sobre todas fez uma confissão patética e detalhada, todos os patéticos detalhes do desempenho criminoso de um caso clínico, quase mais que um caso de polícia. E digo quase, atenção, que nem por isso este Marco M., 29 anos, predador sexual e desiquilibrado mental resulta menos criminoso e até perigoso em algum grau. Seguramente que é uma coisa e outra e não será pouco, sequer. Mas há que distinguir quem sai magoado e batido em combate de um recontro com uma anciã de 70 anos, da bestialidade in factu com danos de outro nível provocados por sociopatias infinitamente mais sérias, uma distinção que foi de resto levada em conta pelo juiz de instrução deste caso, a julgar pela medida mínima de coacção aplicada ao infeliz.

Bem ou mal venha quem julgue diferente (uma sentença por cabeça, já diz o povo) esta que é mais uma estória de doença e bizarria, particularmente repulsiva na intenção canalha e logo no local escolhido para o crime, é certo. Mas um crime que é depois estupidamente desastrado na execução, valha-nos isso. E que é no final o exacto retrato do seu autor: apenas porco.

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