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Sete Vidas Como os gatos

More than meets the eye

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Sete Vidas Como os gatos

26
Set08

Bom dia. Hoje a tia deu-lhe forte.

Rui Vasco Neto
24
Set08

'Bora lá conversar, então.

Rui Vasco Neto

Não foi ontem. Foi cedo demais que dei por mim a palmilhar carreirinhos atrevidos de dúvida permanente, mais e mais distantes da estrada da razão a cada zig neste entroncamento de tentação, a cada zag naquela encruzilhada do dever, depois outra, e outro, e outra e muitos e muitas mais sem ver uma única tabuleta, que fosse, a dizer 'Vai por aqui, lembra-te do Régio!', ou simplesmente 'Razão: sempre em frente, boa viagem', por exemplo. Nada, nem uma para amostra, há kilanos sem fim. Só aquelas do 'Se conduzir não beba', kompensans no Biafra, úteis e alimentícias como tremoços, na circunstância. E lá estou eu à toa, aqui e ali, que é como quem diz aqui e aqui, hoje como ontem a ponderar seriamente se não estarei perdido de vez desta vez, mais uma vez, longe do longe da razão. E pior, muito pior: irremediavelmente perdido da fé. Bem fodido, em resumo.

 

Quem achar que a fé não é perdida nem achada em assuntos da razão está pior que eu e perdido de todo: é tolo sem regresso. Para muitos e mais sábios que eu e esses, o critério supremo da verdade, determinante em todo o decidir, não é outro senão o dogma, a revelação divina, a vontade de Deus. Acima das exigências próprias da razão está uma instância meta-racional, cuja autoridade se aceita porque sim e não se discute. A razão serve como afirmação de fé e pronto. Ora eu e a fé andamos como que desavindos, se ela ziga eu zago, no mais das vezes, dorido de múltiplas expectativas frustradas. Culpa minha, seja, não dela ou d'Ele. Logo, se é por aqui a razão, está visto que estou em trabalhos.

 

Longe dos altares, o racionalismo puro e duro também não me ajuda grande coisa, diga-se de passagem. Espalho-me logo ao imaginar o meu raciocínio como um processo discursivo e lógico que analisa por etapas e com pinças, carimbando 'verdadeiro', 'falso' ou 'provável' através de um mecanismo de rodas dentadas que chiam no Verão, secas e sofridas do calor. É que a imaginação é o oposto da razão, para os racionalistas. E a fatiota cartesiana fica-me curta nas mangas, que todo eu sou tentativa e erro, tentativa e erro, idem, idem, embora me recuse nesta altura a comentar as percentagens de sucesso desta minha queda empirista, que tanto me faz cair. Mas é mais forte que eu, esta minha razão tão pouco razoável que me faz olhar e representar tudo não pelo que em si é óbvio mas sim pelas suas qualidades secundárias, dadas aos sentidos. E foi com esse jeitinho primoroso, com esse olho clínico apurado para avaliar as incontáveis pedras calcorreadas na calçada da minha existência que cheguei agora aqui, a este largo estreito onde se me aperta a tal dúvida de que vos falava, isto para fechar então esta nossa pequena conversa.

 

Terá sido desta, afinal, que me perdi da razão? Aceitam-se apostas, que respostas ninguém as tem dignas de ouvir. Se nem eu sei, não serão os mirones que vão saber com certeza absoluta. Por isso obrigadinho, vão para dentro, não se macem. Isto era só mesmo a gente a conversar.

 

24
Set08

Bom dia. Hoje o país vomita, enquanto o 24Horas vende jornais.

Rui Vasco Neto
23
Set08

Contas à vida

Rui Vasco Neto

Ser e parecer. Duas moedas distintas ou duas faces da mesma moeda? E quanto vale cada uma, exactamente? Com um 'ser' eu compro quantos pareceres? Bem, com um 'parecer' sei eu que se compram muitos seres, às vezes. Já na banca da esquina, se de lona mais caída, um 'ser' pode não cativar os seres que buscam outra coisa, sei lá, mais barata, mais em conta, desde que pareça. É assim a vida, é assim o mundo, que não o meu. Aparentemente, um só ‘parecer’ chega para a felicidade de quem não aspira a ser, nem nunca será. Nunca.


Ora embrulhe, se faz favor. É para oferta.

23
Set08

Bom dia. Hoje anda por aí um ladrão feliz..

Rui Vasco Neto
22
Set08

Mas onde é que está a bomba, afinal?

Rui Vasco Neto

«O Banco de Portugal em Faro foi alvo esta manhã de uma ameaça de bomba. De acordo com o jornal Região Sul, a PSP deslocou-se ao local com equipas de minas e armadilhas tendo verificado tratar-se de "uma falsa ameaça"» Eu cá fiquei a pensar, acontece-me com frequência. Naquilo das minas e armadilhas também. E nisto, mais isto e mais isto, tudo só por exemplo, claro. Uma coisa levando à outra e nada tendo a ver com nada, se formos a ver. Mas eu estou em concluir que a ameaça de bomba não está no Banco de Portugal, é o próprio Banco de Portugal, por este caminho.

 

22
Set08

Bom dia. Hoje chove no nabal mas é normal, dizem.

Rui Vasco Neto

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