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Sete Vidas Como os gatos

More than meets the eye

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Sete Vidas Como os gatos

14
Out07

Pois. A Berta.

Rui Vasco Neto
Entre os nomes que fazem a lista de Luis Filipe Menezes á Mesa do Congresso do PSD, há um que faz soar trombetas de arauto. O de Berta Cabral, digo eu. Este congresso pode muito bem vir a ser a Figueira da Foz da Presidente da Câmara de Ponta Delgada. Nesta visita feita agora aos Açores já Cavaco Silva deixou o seu contributo pessoal. Foi a única Presidente de Câmara visitada pelo Presidente da República em S. Miguel, numa iniciativa que deixou Carlos César à beira de um ataque de nervos. E agora vem à Mesa do Congresso do partido, à direita do pai e remetendo o líder do PSD Açores, Costa Neves, para uma triste penumbra. Lá do alto, Mota Amaral vê e sorri, complacente. Nas ilhas repicam sinos de orgulho e a RTP-A prepara os directos. Os dados estão mais que lançados.

Eu cá apostaria que Berta Cabral trouxe uns sapatinhos de salto baixo para Torres Vedras. Sabe de cor que são os melhores para longas caminhadas, como esta que agora conhece passos tão decisivos na nova liderança de Luis Filipe Menezes. Ela quer chegar longe e tem condições para o conseguir. Os Açores sabem e querem. Suspeito que o continente vá ficar a saber em breve.

Carismática e popular, Berta Cabral cresce em todas as ilhas na medida do enorme descontentamento do eleitorado PS e na ainda maior nostalgia de poder que tira o sono ao eleitorado PSD. A imensa quantidade de laranjas que viveu vinte anos pendurada na árvore de João Bosco está agora cansada de madura e sem ter onde cair há dez. Berta é a mulher que resolve e faz coisas. Coisas pequeninas, como criar um departamento móvel de pequenos arranjos domésticos para idosos que vivam sós, porta a porta. Ou coisas grandes que dêem nas vistas, como as 'Portas do Mar' que estão a mudar para sempre a cara da capital açoriana. Berta Cabral é a mulher que vai a todas e aparece, sóbria, simples, acessível, simpática e com obra feita. Na sua caminhada. E a saber muitíssimo bem por onde vai.

Nas últimas autárquicas a sua imagem de competência valeu-lhe 70% dos votos, um resultado sem par a nível nacional. Todos os açorianos, sem excepção, olham para ela como a alternativa a um Carlos César desgastado por mandatos sucessivos e sem imaginação. Podem querer ou não essa alternativa, mas é absolutamente consensual que ela existe e está ali. E Berta Cabral sabe-o. Por isso recusou ouvir a súplica geral para suceder a Vitor Cruz na recente crise que catapultou Costa Neves para a presidência do partido, apenas empurrado pela sua negativa. Bem aconselhada, Berta não só deu a benção como até se chegou para trás, num falso recato e de olho na sua hora futura. Pois bem, hoje em Torres Vedras o futuro chegou para Berta Cabral. Finalmente. Vejamos agora se ela tem presente que chegue para o enfrentar.
RVN

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